terça-feira, 30 de setembro de 2008

Livros do Coordenador do Projeto Capam Prof: Otávio do Canto



No ano de 2003, foi iniciado, pelo professor Otávio do Canto, um estudo sobre a dinâmica territorial das comunidades ribeirinhas do Baixo Tapajós, intitulado modo de vida e uso do território no Baixo Tapajós. Esse compreendimento ocorreu, até o ano de 2004, no interior do Projeto Caruso, liderado por professores da Université du Québec á Montreal(UQAM).
Em 2005 e 2006, a pesquisa passou aser desenvolvida por meio do projeto Zoneamento Ecologico-Econômico da Área de Infruência da Rodovia BR - 163 (Cuiabá-Santarém), do Governo federal, coordenado pelo pesquisador Adriano Venturieri. A parti daí foram realizadas diversas visitas às comunidades, dentre elas São Luiz do Tapajós, com o objetivo de ampliar os estudos que o novo projeto julgou necessário. Nessas circustâncias estiveram em campo pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Empresa Brasileira de Pesquisa Ágropecuaria (EMBRAPA) e do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).
Este pequeno livro, portanto é uma síntese de estudos interdisciplinares realizados sobre o território de uma comunidade localizada as márgens do Rio Tapajós. Local este no qual, segundo registros de viagem ao Tapajós, de Henri Condreau (1896), se encontra o limite do chamado Baixo Tapajós.
As comunidades do Baixo Tapajós apresentam diferenciações quanto a sua constituição e formas de se reproduzirem. No entanto, possuem em comum a ameaça do processo de expansão das pastagens sobre o seu territórios. Isso se aplica fundamentalmente às comunidades que se encontram fora das chamadas "Áreas Especiais" (Flona, Resex e Parna).
Para se entender a dinâmica do uso do território em São Luiz do Tapajós, foram valorizados três aspectos fundamentais: a dinâmica socioespacial, a interpretação do uso da terra e da corbetura vejetal e, finalmente, a biodiversidade, com ênfase para o Campo dos Perdidos.





segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Praias da ilha de Cotijuba



A Ilha de Cotijuba possui 15 quilômetros de litoral e suas praias são pouco exploradas.

As praias que são banhadas pela Baía do Marajó (ficam de frente para a Ilha de Marajó) são as preferidas para banho. A mais famosa é a Praia do Vai-quem-quer por ser a maior e pouco freqüentada. A Vai-quem-quer fica a 9 quilômetros do porto da ilha e possui infraestrutura simples, com pousadas rústicas e bares que servem comida caseira.

As outras praias que ficam de frente para a Baía do Marajó são a do Farol, da Saudade, Praia Funda, Pedra Branca, Flexeira e do Amor.

A Praia Funda é formada por uma linda enseada e é pouco freqüentada. Seu nome se deve ao fato de possuir um terreno íngreme, que torna a praia profunda a poucos passos da beira.

As outras praias conhecidas da ilha são a do Cravo e do Cemitério.

Origem da ilha de Cotijuba





Os primeiros habitantes da Ilha de Cotijuba foram os índios Tupinambás, que a batizaram com este nome. Em tupi, Cotijuba significa "trilha dourada", talvez uma alusão às muitas falésias que expõem a argila amarelada que compõe o solo da ilha.
A integração da ilha à cidade de Belém se iniciou em 1784, com a comercialização do arroz cultivado no Engenho Fazendinha. Com a desativação do engenho, a ilha passou a ser habitada, também, por famílias caboclas que sobreviviam do extrativismo.
Em 1933, quando a criminalidade infanto-juvenil em Belém atingiu índices alarmantes por conta da estagnação econômica regional, após o declínio do Ciclo da Borracha, foi inaugurado, na ilha, o Educandário Nogueira de Faria, construído para abrigar menores infratores.
Durante a ditadura militar, as instalações do educandário também abrigaram presos políticos. Em 1945, imigrantes japoneses chegaram à ilha, ensinaram técnicas agrícolas aos educandos e, em 1951, fundaram aCooperativa Mista de Cotijuda Ltda, em parceria com os agricultores locais.
Em 1968, foi construída uma penitenciária na ilha e, por algum tempo, educandário e presídio coexistiram. Porém, logo o educandário foi extinto e a ilha se transformou em ilha-presídio, recolhendo condenados e presos políticos, adultos emenores, com um sistema penal violento e arbitrário.
Os menores e os presidiários construíram o sistema viário que se mantém pouco modificado até os dias atuais. Em 1977, com a inauguração da Penitenciária Estadual de Fernando de Guilhon, em Americano, a Colônia Penal de Cotijuba foi, definitivamente, desativada.
O estigma de ilha-presídio povoou o imaginário da sociedade paraense, mantendo-a à distância. A Constituição Brasileira de 1988 transferiu Cotijuba ao domínio municipal de Belém, quando houve o despertamento do interesse de veranistas atraídos pela riqueza da sua biodiversidade e pela sua proximidade da capital paraense.